André Dal

Olá, sejam bem-vindos à minha página. Nasci na cidade de Lisboa, a 17 de Junho de 1974. Desde a minha infância que comecei a ouvir música americana, country e rock’n’roll, por influência do meu pai. Com a adolescência, comecei a mudar os meus gostos, passando a ouvir mais música alternativa, nomeadamente, hardcore e ska.

Mas no início dos anos noventa, comprei um álbum que mudou completamente o meu gosto musical e, no fundo, todo o meu percurso musical e social. O álbum chama-se Deliverance e é a banda sonora do filme com o mesmo nome. Em português, Fim de Semana Alucinante. Com este álbum, o gosto por este estilo de música, que mais tarde vim a descobrir chamar-se Bluegrass, cresceu, e, nomeadamente, o gosto pelo banjo de 5 cordas. De tal forma que, em 1995, comprei um banjo, mesmo sem ter nenhuma formação musical. 

Só em 1997, quando frequentei o programa Erasmus em Londres, comecei a dar os primeiros passos na aprendizagem deste instrumento. Mas o ano de 1999 marcou definitivamente a minha evolução, quando tive aulas com o músico português que mais conhecia o estilo, Mário Ribeiro. 

Em 2004, após algum recuo musical face ao desenvolvimento da minha atividade profissional como Engenheiro Geólogo, voltei a encontrar um músico, Gerry Rolph, que vivia em Portugal e que me motivou noutras conquistas musicais. Em 2007, passei a frequentar festivais de bluegrass e workshops de banjo de 5 cordas por essa Europa fora. 

Em 2008, abandonei a minha atividade profissional como engenheiro e assumi em parceria com a minha esposa a gestão do restaurante goês dos meus sogros, a Nau do Restelo. Foi uma altura de grande evolução pois a disponibilidade para me dedicar à minha paixão era maior. Formei, em 2009 os Stonebones & Bad Spaghetti, provavelmente a única banda de Bluegrass em Portugal e participei ainda no projeto musical Os Eléctricos, entre 2011 e 2016. 

Infelizmente, em 2011, foi-me diagnosticado uma doença neurológica conhecida como distonia focal da mão, que limitou significativamente a minha capacidade de tocar banjo de uma forma articulada. Sem nunca desistir, decidi combater a doença, adaptando a minha técnica e utilizando ferramentas que me ajudaram a ultrapassar esta condição com relativo sucesso. Continuo a debater-me com este problema mas desistir nunca fez, nem faz parte dos meus planos.

Ao longo destes anos todos, tenho conseguido continuar a tocar com a minha banda em festivais em Portugal e no estrangeiro e em 2021 realizei o sonho de editar o meu álbum de estreia, Beyond the Tagus River, que conta com a presença de alguns dos meus muitos amigos da família bluegrass. Este álbum é o realizar de um sonho em que procuro deixar uma marca do estilo e da minha dedicação num país em que o bluegrass é pouco ou nada conhecido.

Estou ainda envolvido na organização do primeiro festival de bluegrass em Portugal, previsto para Setembro de 2022. É o concretizar de mais um sonho nesta tentativa de dar a conhecer a um público maior um estilo musical que é a minha paixão e o meu modo de vida.